A
participação das mulheres nos espaços públicos não é uma dádiva histórica. Durante
muitos e muitos séculos nos foi destinado o amargo fel do 'lar doce lar', a
invisibilidade através das funções domésticas, a tutela masculina entre outras "heranças" do patriarcado. A nós foi negado o
direito à humanidade: mulheres não tem sobrenome, tem apenas um nome. A nós foi
negada a palavra e a voz ativa: “Que a mulher conserve o silêncio”, disse o Apóstolo
Paulo. Na Europa do século XVIII, em pleno auge do pensamento iluminista ainda
se discutia se nós mulheres éramos seres humanos como os homens, ou se estávamos mais próximas dos animais irracionais. Só no século XIX conseguimos que nosso direito à educação fosse reconhecido e muito depois é que foi possível o ingresso nas
universidades[1]. Vieram as sufragistas, os movimentos feministas, e nunca mais paramos de lutar.
Hoje
podemos contar nossa história e dizer da crescente visibilidade dos movimentos de emancipação e empoderamento através do Feminismo, dos
nossos combates e das nossas conquistas nos espaços público e privado, mesmo
tendo sido durante muitos séculos, silenciadas, violentadas, enclausuradas.
O Feminismo está em curso, nós somos o movimento. Iremos lutar até que nossas irmãs compreendam a resposta desta indagação: “Feminismo para quê?” Perguntam. Ignoram os alarmantes índices de violência contra as mulheres e o Feminicidio. “Eu não sou feminista”, dizem outras. Ignorando o controle social sobre seu corpo e seus desejos. E para os que alegam que já tivemos muitas conquistas, devemos esclarecer que a luta feminista não acabou com a violência machista que está impregnada em todo lugar. E que nós não ocupamos todos os espaços sociais - somo maioria no Brasil, e não somos representadas nesta proporção. Diante disso, a participação das mulheres na política é uma luta necessária. Sim, na política tradicional, lugar ‘tradicionalmente’ ocupado por sujeitos do sexo masculino, a quem coube legislar, julgar e executar as leis que dizem respeito a nós.
O Feminismo está em curso, nós somos o movimento. Iremos lutar até que nossas irmãs compreendam a resposta desta indagação: “Feminismo para quê?” Perguntam. Ignoram os alarmantes índices de violência contra as mulheres e o Feminicidio. “Eu não sou feminista”, dizem outras. Ignorando o controle social sobre seu corpo e seus desejos. E para os que alegam que já tivemos muitas conquistas, devemos esclarecer que a luta feminista não acabou com a violência machista que está impregnada em todo lugar. E que nós não ocupamos todos os espaços sociais - somo maioria no Brasil, e não somos representadas nesta proporção. Diante disso, a participação das mulheres na política é uma luta necessária. Sim, na política tradicional, lugar ‘tradicionalmente’ ocupado por sujeitos do sexo masculino, a quem coube legislar, julgar e executar as leis que dizem respeito a nós.
Nesse
sentido o PSOL - Partido Socialismo e Liberdade, atua em defesa dos direitos das mulheres e pela emancipação
das mulheres. Reconhecemos que, para além das relações de classe, as mulheres
estão submetidas a relações de opressão de sexo, opressão de gênero e opressão de raça que se
reproduzem numa rígida divisão de trabalho e de papéis sociais. É preciso tornar a equidade de direitos uma luta cotidiana para que se torne realidade para todas nós! “Nosso partido combate o machismo e a
discriminação sexual, colocando-se na linha de frente da luta feminista. O
movimento de mulheres do novo partido construirá ele mesmo o programa que
impulsione este combate”Ver Programa do Partido. Vamos todas construir um partido Feminista em luta por Socialismo e Liberdade!
Mulheres
de Teixeira de Freitas e região, mulheres baianas e de todo o mundo: Unimo-nos!



Excelente produção. Em nada demagógica e superficial, mas um trabalho de força, sensibilidade e questionamento a maneira desigual, machista, sexista e racista em que nossa sociedade está estruturada. Acho que o caminho está sendo percorrido tendo o Psol como leito do rio e cabe a nós um posicionamento orgânico de "enfrentamento" e "resistência" as questões não somente nacionais e regionais, mas sobretudo locais envolvendo o debate e o combate àqueles males acima elencados. Diálogo e também ação!
ResponderExcluirAvante, mulheres que lutam! A Revolução socialista só será possível com feministas!
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